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terça-feira, abril 14, 2009

Fausto - Porque não me vês

A Xana e o Flak fizeram uma versão desta música para o projecto Voz e Guitarra, mas o original do Fausto...



Porque não me vês

Meu amor adeus
Tem cuidado
Se a dor é um espinho
Que espeta sózinho
Do outro lado
Meu bem desvairado
Tão aflito
Se a dor é um dó
Que desfaz o nó
E desata um grito
Um mau olhado
Um mal pecado
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
Porque não me vês
Maresia
Se a dor é um ciúme
Que espalha um perfume
Que me agonia
Vem me ver amor
De mansinho
Se a dor é um mar
Louco a transbordar
Noutro caminho
Quase a espraiar
Quase a afundar
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono

domingo, abril 12, 2009

Não esquecer

Nota mental.

Fechar o portátil quando me vou embora e o deixo ligado.

A Micas descobriu que o teclado está quentinho e é mesmo do tamanho certo para ela se deitar.

Quando me fazia isso ao rádio despertador (mais pequeno que ela mas ela lá se conseguia ajeitar...) a única desvantagem era ligar o rádio com a patinha.

Mas aqui em cima do portátil pode fazer danos...

Uma chata, só quer colo!!!

Mas quem pode negar colo à minha Micas?

Se até os meus pais a deixam ir para o colo...

quinta-feira, julho 31, 2008

Fragmentos...

À furiosa loucura a que nos entregamos apenas posso refutar,
brilhantemente, é claro, as sensações que me acusam de imaginar possuir.

A inalação de um qualquer composto químico, fabricado num obscuro laboratório industrial, e eventualmente legal, pouco mais faz que limpar as vias aéreas do fétido odor a perfume que disfarça, de uma forma muito pobre devo dizê-lo, o intenso e sufocante odor a medo que se liberta de todos nós.

Fragmentos...

Um rasgar de matéria inanimada.
A consulta da receita indecifrável.
Não, espera, sim, tomar uma vez ao acordar, e tomar o frasco por inteiro se o sentimento de impotência se instalar.

Porque é que todas as pessoas me olham de esta maneira?
O médico prometeu não deixar cicatrizes.
Ele apagou tudo com uma esponja, reencaminhou as chamadas a pagar ao
destinatário que fazia a mim mesmo, e ainda bem porque nunca me conseguia apanhar em casa.

O livro que comecei ontem, só agora reparei, não tem fim.

É verdade, fui ver como é que acabava e não consegui encontrar a ultima página.
É como uma má novela que continua, continua até que as audiências comecem a baixar e alguém se lembre que aquilo tem de acabar para dar lugar à próxima novela.

quinta-feira, julho 10, 2008

Fragmentos...

Finalmente o sr. Luís enviou me textos para colocar aqui.

Eu já tinha um para verificar se é escandaloso o suficiente (não posso é colocar o nome completo porque os futuros empregadores podem não achar piada a ele ser capaz de pensar por si e ter um espírito critico), mas este vai já para aqui.


Texto elaborado pelo Luís

Aparentemente existem por todo o planeta pessoas a fazerem o trabalho de deus.

Alguns certamente que acreditam na sua missão, outros tentam alcançar uma posição de poder e suponho que restem uns quantos que estão na dúvida se existe ou não uma alma imortal e preferem acautelar-se e garantir a passagem para a vida eterna.

O mais estranho nesta situação é que o ser todo-poderoso responsável pela criação do universo necessite de frágeis e imperfeitos humanos de sua criação para realizar o seu trabalho.

Aparentemente este deus é demasiado preguiçoso para interferir directamente ou talvez exista apenas na consciência das pessoas que nele acreditam.

Qualquer das situações é irrelevante pois se os humanos podem fazer o trabalho de deus significa que podemos depender apenas de nós próprios e perdemos a necessidade de nos preocuparmos com a vontade de um ser superior.


Esta situação torna completamente insignificante a questão da sua existência pois demonstra que o futuro da humanidade depende de todos nós; e se algum dia deixarmos de existir como espécie, certamente que a vida e o universo continuarão a existir sem nós.