sexta-feira, junho 20, 2008

O que é que os ateus ensinam às crianças?

Pois é, que é que um ateu pode ensinar a uma criança?

Lamentavelmente, as cadeiras que me faltam e o estágio estão a ocupar me o tempo.

Mas podemos encontrar na blogosfera ideias que podem resultar em interessantes trocas de ideias, como por exemplo o post que encontrei no blog O Calhamaço dos Embustes!…

Depois de o ler, verifiquei que concordo inteiramente com a sua escolha de palavras.

Como tal, deixo aqui a transcrição do post, e convido vos dar uma vista de olhos ao blog.

Mas acho que prefiro usar o termo "good book" a "calhamaço dos embustes".

Sobre deus: O que é que os ateus ensinam às crianças?...

"Devemos ensinar às crianças que provavelmente quase todas as religiões têm a mesma origem: a ignorância, o medo e as pressões sociais. Que deus foi inventado e que esse deus inventado é um deus monstruoso, que se impõe pelo terror, prometendo a morte, seguida do sofrimento eterno, a todos os que não se curvarem às suas ordens. Que ele é fruto da superstição, e que jamais uma única evidência da sua existência foi apresentada por aqueles que dizem nele acreditar. Que devemos nos libertar dessa ideia, de que ele existe, para que nos possamos sentir verdadeiramente livres e fortes o suficiente para enfrentarmos os desafios da vida.

Devemos ensinar às crianças que a ciência destronou esse deus cristão tão cruel, inventado há milénios atrás por indivíduos que faziam da ignorância e do medo um modo de vida. Devemos ensinar-lhes que nenhum pecado é tão terrível ao ponto de fazer com que um pecador seja punido por toda a eternidade nas labaredas do inferno.

Devemos dizer às crianças que os líderes religiosos jamais deverão ser perdoados pelos crimes que cometeram em nome de Deus. Que jamais poderão justificar as torturas, a destruição das famílias, e as incontáveis mortes que pesam sobre os seus ombros. Que padres e pastores são desonestos porque ensinam mentiras e levam dinheiro por isso.

Devemos dizer às crianças que a mentira e a hipocrisia são os dois pilares que dão sustentação ao cristianismo. Que tanto a mentira como a hipocrisia, aliadas ao medo, manterão as mentes das multidões de infelizes totalmente anestesiadas, prisioneiras nos calabouços celestiais, submetidas ao terror divino, para que ninguém questione, para que ninguém investigue, para que ninguém progrida, a não ser os "mercadores da fé", que escolheram como ganha-pão a exploração da ignorância e da burrice alheias.

Devemos dizer às crianças que as religiões são contra o progresso, contra o avanço da ciência, contra o divertimento, contra os prazeres da carne, contra o orgasmo, contra o sexo sem fins reprodutivos, contra o uso de preservativos nas relações sexuais, contra as festas pagãs, contra a riqueza obtida com o trabalho árduo, contra a música e a literatura de vanguarda, enfim, contra tudo que possa fazer a vida valer a pena ser vivida.

Devemos dizer às crianças que "verdades" mentirosas não podem ser ensinadas como sendo sagradas. Que nada existe de mais sagrado para o ser humano do que a liberdade de expressar seu pensamento honestamente. Que todo aquele que, em nome de um Deus, ou de uma religião qualquer, reprime a livre manifestação de pensamento, não passa de um carcereiro, com procuração "divina", que deve ser declarado inimigo da humanidade.

Devemos dizer às crianças que não vale a pena morrer por aqueles que ainda vão nascer. Que os inocentes não devem ser punidos pelos culpados. Que sacrificar a vida material por uma vida "espiritual" depois da morte – facto que nunca foi comprovado -- é uma enorme idiotice. Que os seres humanos não devem amar seus inimigos e odiar seus familiares, como a bíblia ensina. Que o amor por seres humanos é real e o amor por fantasmas que povoam os céus é a mais deslavada das mentiras.

Devemos dizer às crianças que precisamos ser bons e honestos, não por temor a deuses inventados, mas porque a bondade e a honestidade são os caminhos que nos levam à paz interior. Devemos dizer às crianças que não existe nenhuma revelação divina pela qual valha a pena renunciar à vida aqui na Terra. Que é da natureza que vem todas as revelações que precisamos e que basta entendê-la para que possamos entrar em harmonia com o universo que nos rodeia.

Devemos dizer às crianças que investigar não é pecado. Que aceitar promessas de vida eterna em troca de crença em factos absurdos que não se apoiam em evidências é pura insanidade. Que a credulidade não é uma virtude, e sim um defeito. Que a investigação, a razão, a lógica e o raciocínio é tudo que temos para nos guiar na nossa passagem pela vida.

Devemos dizer às crianças que nada pode ser mais sagrado que o amor aos nossos familiares, que o amor aos animais, que o amor às plantas, que o amor à vida. Que é impossível para um homem inteligente e sensível amar um ser sobrenatural e fantasmagórico que só existe dentro de cabeças cujos cérebros foram cauterizados por uma lavagem cerebral feita na infância. Que é impossível amar incondicionalmente, pois o inconsciente não pode ser comandado pelo consciente. Que só podemos e devemos amar quem merece o nosso amor. Devemos dizer-lhes também, que amar o inimigo é uma traição aos nossos amigos.

Devemos dizer às crianças que, ao contrário do que está na Bíblia, a mulher não é inferior ao homem. Devemos dizer-lhes que não foi Deus quem fez o homem à sua imagem e semelhança, e sim o contrário, e que por isso mesmo esse deus inventado é tão egocêntrico, colérico e vingativo. Que o amor do melhor dos santos cristãos jamais poderá ser comparado ao amor da mais insignificante das mães.

Devemos dizer às crianças que a felicidade não é menor pelo facto de sabermos que um dia iremos morrer. Que, até que se prove o contrário, a morte é uma barreira intransponível e não uma passagem para "outra vida". Que ela é o descanso eterno, o fim do sofrimento, o término de toda angústia e de toda agonia, enfim, uma consequência inevitável da vida. Que nunca se apresentou uma só evidência de que exista algo mais depois dela.

Devemos dizer às crianças que, por pior que seja a verdade, é melhor viver dentro dela, do que enganar-se a si mesmo, fingindo aceitar uma mentira, apenas para encobrir a própria ignorância. Que não se deve aceitar explicações mais absurdas do que o que se pretende explicar, visando única e exclusivamente acalmar a mente perturbada que não consegue respostas para o problema existencial.

Devemos dizer às crianças que devem lutar contra a mentira embutida nas mensagens religiosas que prometem o paraíso. Que é desonesto oferecer uma recompensa em troca de uma crença que nós não temos o direito de investigar ou testar por nós mesmos. Que devem rejeitar, incondicionalmente, um deus que faz chantagem com as suas criaturas, ameaçando-as com as mais terríveis punições.

Finalmente, devemos alertar as crianças para que não dêem jamais ouvidos às declarações atribuídas a testemunhas que já morreram, foram enterradas e se transformaram em pó há séculos e séculos atrás, pois a simples declaração de uma pessoa não serve como evidência incontestável, principalmente se ela estiver morta. Que o cadáver de um ancestral desconhecido não pode ter mais credibilidade do que um facto comprovado. Que eles devem ficar longe de homens, e mulheres, que se dizem cheios do "espírito santo", pois eles são os inimigos da ciência, já que são contrários à investigação e à livre manifestação do pensamento. Que devem desprezar todos aqueles que fazem declarações estúpidas, capazes de contradizer a lógica mais elementar.

Dizendo tudo isso poderemos ter certeza de que as nossas crianças ficarão mais livres dessa enorme mentira chamada Deus...

Nota: Este texto foi adapatado de um artigo que, em tempos, li num site Brasileiro, com o titulo: "Sem Deus, o que devemos ensinar aos nossos filhos?", do Jornalista César de Medeiros, cujo link, agora procurei mas que, (sabe-se lá porquê?), já não existe."

O Calhamaço dos Embustes!… - Blog

6 comentários:

Letícia disse...

Belo texto, em princípio achei que encontraria uma crítica aos ateus no final...mas felizmente o post não me decepcionou. Devemos, no mínimo, deixar que as crianças tomem suas decisões em relação á religião por si próprias, dando tempo ao tempo, sem encher suas cabeças de aves-marias, pai-nossos e outras estórias fantásticas.

Sinn-Klyss disse...

Sei que pequeno ainda lia jornais, gibis (de autores perseguidos que driblavam a manipulação religiosa), e me atrevia a ver o que havia nos laboratórios despedaçados das escolas despedaçadas, e do mesmo modo curioso ía lá nos abandonados e jogados livros das paupérrimas bibliotecas para achar de vez em quando algo que a “censura” dos que vigiam crianças indomadas tivesse deixado passar sem queimar ou rasgar ou esconder bem atulhado. Assim encontrei um tomo de Charles Sanders Pierce sobre Semiótica, que numa ligeireza abrupta, e de causar espanto, mandaram buscar antes mesmo de uma semana porque ‘precisavam’; nunca mais vi tal livro, raríssimo como o Mente & Cérebro de Lauren Slater, ou da dramática história de vida de Francis Farner (chantageada até pela mãe e até no capitular do fim pelo embuste desgraçado da religião); ou mesmo de outra tristíssima e revoltante contada num filme exibido no Brasil pela Globo com o título de Violência da Inocência (a Globo quando quer mesmo espremida deixa saída para os que pensam).
Muito bem. Lá está o mulequin a subir numa amendoeira pra brincar de Tarzan; e lá em cima se dá a ver a irresponsável, demente, esdrúxula, estapafúrdia, e provocadora de falsos suicídos infantis, a instigação da “pérola” de “educação” do “arranjado” pavoroso de medonhas superstições e mandos covardes: “Tudo é possível ao que crê”. E o mulequin se instiga: Se eu crer, vou voar daqui pra lá pra cima e vou sair voando pelo céu, deve ser muito bom. Vou botar toda fé. E tá ali botando força na cabeça. Sozinho, lá em cima na árvore. Quem iria supor que aquele gurizin pudesse se esborrachar dali vitimado pela conta da estúpida lição e conselho do velhaco calhamaço tremendo poluidor e fazedor de crias horrendas que vagam à busca de ingênuos e inocentes e desesperados? Pois é. Mas a sanidade socorre a espécie humana; e o gurizin pensa, reflete, pensa num gibi que leu sobre a arte de pensar com lógica, da importância da argüição, e revê a saga de Jornada nas Estrelas, o Capitão Kirk, discutir decisões com o Spock; e o molequin pergunta pra si mesmo: “Porque tenho que sair voando daqui de cima? Se tiver de voar tenho que sair pulando lá do chão mesmo; se não puder me manter no alto depois de sair do chão, tampouco vou me manter se sair pulando daqui de cima”. Pela primeira vez o molequin observou que havia falhas graves naquelas insinuações de “fé”; aquelas afirmações eram perigosas pra crianças, pensou. Essa centelha de claridade lhe valeu a vida. E depois muitas e muitas e muitas outras vezes, quando adulto viu a dissimulação parecer ter valor de “bondade”, e “caridade”, e “verdade”. De fato, a História e a Natureza em algum tipo de capricho delineia perfis que superam as enganações. E como sou agradecido a tantos e tantos homens e mulheres, garotos e garotas, que foram de valores admiráveis na formação da Mentalidade Humana Sadia e Livre; que com muito custo provê suporte pra essa nossa Civilização.

Binoculo disse...

Apenas devemos falar: seja livre para ser , pensar ,fazer , criar e etc...o que quiser pois se negar a eles isto estarei sendo igual aqueles contra quem eu luto mentirosos , hipócritas
fanáticos entre outros ...

sendo eu um ateu devo ensinar a uma criança de que nada vai aparecer de repente e direi que tudo é feito pelo nosso empenho de querer algo
pois se ficar parado esperando algo cair do ceu ...e bem provável que caia ou raio ou granizo.

Aqualung disse...

Penso que foi o Chico Buarque que disse: espere sentado ou você sentado ou você se cansa, porque está provado que quem espera nunca alcança.

Criar uma criança recorrendo a um livro com todas as respostas é fácil, agora criar uma e ter procurar a resposta para as suas questões...

É que à partida, um pai ateu, que estranha designação mas enfim, não terá resposta para tudo mas terá algo para partilhar com o seu filho: a curiosidade de procurar descobrir porquê...

Joao Eduardo Santos disse...

Texto preconceituoso, ateu, sem razão e escroto.

Anónimo disse...

Sou ateu, mas esse texto é o pior e mais ridiculo texto que ja li sobre esse caso! Pra quem escreveu: vai se informar sobre historia de algo desse tipo!!! Por causa desse tipo de porcaria que as pessoas desvalorizam os ateus. É somente umas escolha, que É COMPROVADA, E COMPRO ISSO TUDO, que nada da biblia, igreja etc existe realmente. Cada um tem o direito de ensinar os filhos, e se eles quiserem, seguem. Contrario, seguem a biblia e igreja, como um qualquer.